“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra.” · Salmos 119:105

terça-feira, 30 de junho de 2015

Devocional 30-06-15

"Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso." (Apocalipse 19:6).

Como é maravilhoso saber que o Deus Todo-Poderoso reina para sempre!! Mais maravilhoso ainda é saber que, mesmo não sendo nada diante da sua grandeza, ele nos ama a ponto de dar-nos a oportunidade de vivermos para sempre em seu reino de amor, justiça e paz, basta recebê-lo como Senhor e Salvador.
Glórias a Deus pelo seu amor por nós!

Tenha um ótimo dia!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Devocional 29-06-15

"O quanto a si mesma se glorificou e viveu em luxúria, dai-lhe em igual medida tormento e pranto, porque diz consigo mesma: Estou assentada como rainha. Viúva não sou. Pranto, nunca hei de ver!" (Apocalipse 18:7).

A Grande Babilônia descrita no livro de Apocalipse representa esse mundo perverso no qual vivemos, cheio de egoísmo e ganância. Muitos têm vivido assim, se achando autossuficientes, esbanjando até o que não têm, acreditando que nada pode atingi-los, que são verdadeiros deuses, donos de si e da verdade, ignorando o pecado e brincando com a vida. Mas todos prestaremos contas diante de Deus, e aqueles que não forem lavados pelo Sangue de Jesus, receberão a sua ira.

Que ela não se aplique a nós!

domingo, 28 de junho de 2015

Devocional 28-06-15

"Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e eleitos, e fiéis." (Apocalipse 17:14).

O Capítulo 17 de Apocalipse fala da Grande Meretriz, que nada mais é do que todo esse sistema mudando no qual as pessoas destroem umas as outras por causa do dinheiro, a ganância, o poder, a busca pelo prazer a qualquer custo, as drogas, o sexo.....

Vivemos uma luta quase que interminável contra o mal, mas a Bíblia nos deixa essa promessa maravilhosa, de que os eleitos de Deus, aqueles que o recebem como Senhor têm a vitória garantida por Jesus, o Cordeiro de Deus.

Tenha um ótimo dia!

sábado, 27 de junho de 2015

Devocional 27-06-15

"E ouvi o anjo das águas dizer: Justo és tu, que és e que eras, o Santo; porque julgaste estas coisas;  porque derramaram o sangue de santos e de profetas, e tu lhes tens dado sangue a beber; eles o merecem.  E ouvi uma voz do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos." (Apocalipse 16:5-7).

Mais uma vez à Bíblia nos fala da justiça de Deus. O capítulo 16 de Apocalipse fala dos 7 flagelos, através dos quais Deus aplica a sua ira contra o pecado. Lendo isso, pode até parecer que Ele é vingador e tem prazer em derramar sangue, mas lembre-se que, acima de tudo, Deus é Justo e misericordioso, Ele deu o próprio filho para nos justificar e nos livrar da sua ira.

Bom dia!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Devocional 26-06-15

"Vi no céu ainda outro sinal, grande e admirável: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus." (Apocalipse 15:1).

O Senhor é um Deus de amor e perdão, mas também é um Deus Justo, Santo e que odeia o pecado. Esse texto nos alerta para a grande ira de Deus contra o pecado e contra aqueles que não se renderam a Ele. Não haverá mais perdão, não haverá segunda chance, não adiantará clamar Senhor, Senhor! Por isso devemos nos arrepender de nossos pecados, recebermos a Cristo como  Senhor e anunciar o Evangelho a fim de que outros sejam salvos. Não deixe para amanhã!

Que Deus te abençoe e lhe dê um ótimo final de semana!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Devocional 25-06-15

"E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas." (Apocalipse 14:6-7).

Essa ordem serve para nós! Devemos temer a Deus e dar toda Honra e Glória ao seu nome, pois foi ele quem fez o céu e a Terra. Ele é o nosso criador e redentor, pois os nossos pecados nos afastam dele, mas Jesus nos justifica e reconcilia com o Pai. Aleluia!

Que Deus te abençoe!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Devocional 24-06-15

"E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens;" (Apocalipse 13:13).

O capítulo 13 fala das bestas que emergem do mar e da terra. Não quero discutir o significado dessas figuras, mas quero alertar que elas não se apresentam como figuras diabólicas, pelo contrário, o diabo é enganador, a ponto de fazer sinais e "milagres" e enganar a muitos. Por isso fica o alerta, devemos conhecer a Palavra de Deus, ler, refletir e fazer dela o nosso guia de vida. Aqueles que buscam apenas sinais e milagres e não têm um relacionamento com Deus, não conhecem a sua vontade (revelada na Bíblia), são presas fáceis do diabo.

Busque a  Cristo, e não milagres!
Que Deus te abençoe!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Devocional 23-06-15

"E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte." (Apocalipse 12:11).

Resumindo o capítulo 12 de Apocalipse: o diabo foi vencido pelos anjos, expulso do céu, e agora está na terra,  cheio de ira, pelejando contra os homens durante o pouco tempo de vida que lhe resta enquanto não chega o Grande Dia do Senhor. Essa é a verdade, nós somos alvo do diabo, ele quer nos destruir. Porém aqueles que recebem a Cristo como Senhor são revestidos pelo poder do Sangue do Cordeiro. Aleluia!

Que Deus te abençoe!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Devocional 22-06-15

"E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos." (Apocalipse 11:15).

O diabo, inimigo de Deus e dos homens tem se esforçado para nos desviar de Deus, mas ele já está condenado. Chegará um dia em que será lançado de vez no fogo eterno, então o Senhor reinará eternamente, e, juntamente com Ele, estarão aqueles que receberam a Cristo como Senhor e não caíram nas garras do diabo. É maravilhoso saber disso, mas, ao mesmo tempo, é triste saber que muitos também serão lançados no fogo eterno. Precisamos anunciar o evangelho a fim de que outros sejam salvos.

Que Deus abençoe sua semana!

domingo, 21 de junho de 2015

Devocional 21-06-15

"Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar." (Apocalipse 9:20).

Podemos perceber nesse versículo um alerta de Deus quanto a idolatria! Pessoas adorando objetos feitos por mãos humanas que não podem ver, ouvir, e nem andar. Quanta idolatria existe hoje não é verdade? Estão idolatrando até mesmo fronha e lenço "ungidos". Devemos adorar somente a Jesus, que não apenas pode ver, ouvir e andar, mas se fez carne, morreu na cruz e ressuscitou por nossos pecados.

Que Deus te abençoe!

sábado, 20 de junho de 2015

Devocional 20-06-15

"Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles."  (Apocalipse 9:6).

Não temos detalhes sobre quando será o grande dia da volta de Cristo, pois o livro de Apocalipse é cheio de figuras de linguagem e visões que parecem exageradas, mas uma coisa é certa: Jesus Cristo está voltando! Esse dia chegará como num piscar de olhos, e será um dia de grande tormento para aqueles que ainda não o receberam como Senhor e Salvador.

Espero que, para você,  a volta de Cristo  seja um dia de muita alegria.

Que Deus te abençoe!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Devocional 19-06-15

"Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação." (Apocalipse 7:9-10).

Como deve ter sido maravilhoso para João ter  a visão de todos os salvos, juntos, adorando a Deus diante do seu trono. Espero ansiosamente por esse dia! Mas estarão lá somente aqueles que receberem a Cristo como Senhor e Salvador. Você já tomou essa decisão? Se não, entregue-se a Cristo enquanto é tempo!

Que Deus te abençoe!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Devocional 18-06-15

"E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: Vem!  Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer." (Apocalipse 6:1-2).

O capítulo 6 de Apocalipse fala da abertura dos 7 selos, e fala destruição, fome, morte, em fim, muitas coisas ruins que devem acontecer antes da volta de Cristo, e que, Inclusive, já vêm acontecendo. Porém, antes de anunciar as "tragédias", João viu um Cavaleiro que saiu para vencer. Isso nos lembra que Deus continua no controle de tudo, e aqueles que estão em Cristo, são mais que vencedores, mesmo em meio a tantas dificuldades.

Que Deus te abençoe!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Devocional 17-06-15

"E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele. E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos." (Apocalipse 5:3-5).

Muitos têm dificuldade e até medo de ler o apocalipse por causa dos seus "mistérios" sobre sete selos, sete trombetas, bestas..... Independente do que significam essas coisas, esse livro traz uma grande verdade: Jesus Cristo venceu até a morte, e é digno de toda Honra,  Glória e Louvor! Aleluia!

terça-feira, 16 de junho de 2015

Devocional 16-06-15

"Digno és, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glória e a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existiram e foram criadas." (Apocalipse 4:11).

Devemos honrar ao Senhor e glorificá-lo com a nossa vida! Pois ele é o Todo-Poderoso, criador de todo o universo. Ele está assentando no mais alto e sublime trono, e nós não somos nada diante do seu poder. Mas ainda assim, ele nos ama tanto, que se fez homem e morreu por nós, a fim de que nossos pecados sejam perdoados, para que na eternidade, justificados e lavados pelo seu sangue, passamos adroá-lo face a face, prostrados diante do seu trono.

Glória a Deus!!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Devocional 15-06-15

"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca." (Apocalipse 3:15-16).

Aqueles que se dizem cristãos devem ser quentes, ou seja, ativos. Devem fazer da oração, leitura e prática da bíblia um hábito diário que traz crescimento para si, para a igreja e as pessoas que estão ao redor. Não adianta ir a igreja, ter o título de "crente" e ser uma pessoa morna, parada, que não faz diferença na vida de ninguém. Muitos estão assim, vão a igreja apenas para cumprir uma obrigação moral ou social, mas Deus quer mais do que isso. Precisamos ter um relacionamento com Ele e sermos quentes.

Que Deus te abençoe!

domingo, 14 de junho de 2015

Devocional 14-06-15

"Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar), que tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome." (Apocalipse 3:8).

Jesus se refere à Igreja em Filadélfia como tendo pouca força. Ela está se referindo ao fato ser uma igreja pequena em número, ou limitada por algum motivo. Ainda assim, essa igreja nunca deixou de cumprir o seu papel de evangelizar, sempre aproveitou  as "portas abertas" para falar do amor de Cristo. Tal era o bom proceder da igreja, que não há nenhuma crítica feita a ela, ao contrário das outras igrejas citadas em Apocalipse. E quanto a nós, nossas limitações têm nos impedido de anunciar o evangelho?

Que Deus

sábado, 13 de junho de 2015

A Teologia de João Calvino

Por Alderi Souza de Matos
Retirado do Portal Mackenzie (www.mackenzie.br)

As concepções teológicas do reformador João Calvino (1509-1564) estão contidas na sua vasta obra, especialmente em seu opus magnum, a Instituição da Religião Cristã ou Institutas.

1. AS INSTITUTAS
No prefácio da 1ª Edição das Institutas (1536), Calvino afirmou o seguinte:

“Pretendi apenas fornecer algum ensino elementar através do qual qualquer pessoa que tenha sido tocada por um interesse na religião pudesse ser educada na verdadeira piedade. E fui especialmente diligente nessa obra por causa do nosso próprio povo da França. Vi muitos deles com fome e sede de Cristo, mas muito poucos imbuídos com até mesmo um pequeno conhecimento dele. Que é isto que propus, o próprio livro testifica através de sua forma de ensino simples e até mesmo rudimentar”.

Essa primeira edição tinha apenas seis capítulos, que tratavam dos seguintes temas: (1) A lei: exposição do Decálogo; (2) A fé: exposição do Credo dos Apóstolos; (3) A oração: exposição da Oração Dominical; (4) Os sacramentos; (5) Os cinco falsos sacramentos; (6) A liberdade cristã, o poder eclesiástico e a administração política.

Na 2ª edição das Institutas (1539), o reformador passou a ter outro objetivo em mente:

“Minha intenção nesta obra foi preparar e treinar de tal modo na leitura da Palavra Divina os aspirantes à teologia sagrada que eles possam ter fácil acesso à mesma e depois nela prossigam sem tropeçar. Pois penso que abrangi de tal maneira a suma da religião em todas as suas partes, dispondo-a em ordem, que todos os que a assimilarem corretamente não terão dificuldade em determinar tanto o que devemos buscar de modo especial nas Escrituras quanto para que objetivo devem direcionar tudo o que está contido nas Escrituras”.

2. CATEGORIAS DE ESCRITOS
As concepções teológicas de Calvino encontram-se em seis categorias de escritos:

2.1. As Institutas: Calvino produziu ao todo oito edições do texto latino (1536-1559) e cinco traduções para o francês. A 1ª edição tinha apenas seis capítulos; a última totalizou oitenta. Equivale em tamanho ao Antigo Testamento mais os Evangelhos sinóticos e segue o padrão geral do Credo dos Apóstolos. Visava ser um guia para o estudo das Escrituras.
Livro I: O Conhecimento de Deus, o Criador: o duplo conhecimento de Deus, as Escrituras, a Trindade, a criação e a providência.
Livro II: O Conhecimento de Deus, o Redentor: a queda e a corrupção humana, a Lei, o Antigo e o Novo Testamento, Cristo o Mediador – sua pessoa (profeta, sacerdote, rei) e sua obra  (expiação).<//span>
Livro III: A Maneira Como Recebemos a Graça de Cristo, Seus Benefícios e Efeitos: fé e regeneração, arrependimento, vida cristã, justificação, predestinação, ressurreição final.
Livro IV: Os Meios Externos Pelos Quais Deus nos Convida Para a Sociedade de Cristo: a igreja, os sacramentos, o governo civil.

2.2. Comentários: são um complemento das Institutas. Calvino escreveu comentários de todos os livros do Novo Testamento, exceto 2 e 3 João e Apocalipse, e sobre o Pentateuco, Josué, Salmos e Isaías.

2.3. Sermões: Calvino expunha sistematicamente os livros da Bíblia. Ele costumava pregar sobre o Novo Testamento aos domingos e sobre o Velho Testamento durante a semana. Seus sermões eram anotados taquigraficamente por um grupo de leais refugiados franceses. A série Corpus Reformatorum contém 872 sermões de Calvino.

2.4. Folhetos e tratados: temas apologéticos (contra católicos e anabatistas) e gerais.

2.5. Cartas: escritas a outros reformadores, soberanos, igrejas perseguidas e protestantes encarcerados, pastores, colportores.

2.6. Escritos litúrgicos e catequéticos: confissão de fé, catecismo, saltério.

3. A PERSPECTIVA TEOLÓGICA DE CALVINO
3.1. O conhecimento de Deus
        A verdadeira sabedoria consiste de dois elementos: o conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos. Daí a importância da revelação. Não podemos conhecer a Deus em sua essência, mas somente na medida em que ele se dá a conhecer a nós.
        Existe um duplo conhecimento de Deus: como criador e como redentor. Todo ser humano é essencialmente uma criatura religiosa, tendo em si a “semente da religião”. Deus se revela não só através desse senso inato de si mesmo, mas também através das maravilhas da criação.
        Esse conhecimento de Deus revelado na natureza exige uma resposta humana, seja de piedade ou idolatria. O fim último da piedade não é a salvação individual, mas a glória de Deus.

3.2. A condição humana
        O pecado torna a revelação natural totalmente insuficiente para o correto conhecimento de Deus. Ela tem somente uma função negativa – deixar os seres humanos inescusáveis por sua idolatria. O ser humano encontra-se perdido como que em um labirinto. A imagem de Deus ainda permanece nele, mas foi totalmente distorcida e desfigurada.

3.3. O Deus que se revela
        Todo verdadeiro conhecimento de Deus decorre do fato de que Deus, em sua misericórdia, houve por bem revelar-se. Calvino usa aqui o conceito de “acomodação” ou adaptação. Deus desce ao nosso nível, adapta-se à nossa capacidade. Vemos isso na encarnação, nas Escrituras, nos sacramentos e na pregação.
        Nas Escrituras, Deus balbucia a nós, fala-nos como uma ama fala a um bebê. Outra figura: a Bíblia é como óculos divinos para os que são espiritualmente míopes. Assim, a verdadeira teologia é uma reverente reflexão sobre a revelação escrita de Deus; não deve, pois, perder-se em “vãs especulações”, mas ater-se às Escrituras.

3.4. A doutrina das Escrituras
        A Bíblia é a Palavra de Deus inspirada, revelada em linguagem humana e confirmada ao crente pelo testemunho interno do Espírito Santo. Calvino tratava o texto bíblico tanto reverentemente quanto criticamente (por exemplo, At 7.14 e Gn 46.27). A capacidade de reconhecer a Bíblia como a Palavra de Deus não depende de provas, mas é um dom gratuito do próprio Deus.
        Calvino afirma a unidade entre a Palavra e o Espírito contra dois erros opostos. Os católicos subestimavam o papel da iluminação ao subordinarem as Escrituras à igreja. Calvino, como Lutero, afirmou que as Escrituras foram o ventre do qual nasceu a igreja, e não vice-versa. Por outro lado, os “fanáticos” concentravam-se de tal modo no Espírito que subestimavam a Palavra escrita.
        Toda a teologia de Calvino foi elaborada dentro destes parâmetros: a objetividade da revelação divina nas Escrituras e o testemunho iluminador do Espírito Santo no crente. A verdadeira teologia deve manter-se dentro dos limites da revelação.
        A função principal das Escrituras é a nossa edificação, capacitando-nos a ver o que de outro modo seria impossível. Seu propósito é revelar o que precisamos saber sobre Deus e nós mesmos.

4. O DEUS QUE AGE
4.1. O Deus trino
        Calvino deu mais atenção à doutrina da trindade que Lutero ou Zuínglio. Ele basicamente sustentou a doutrina da igreja antiga de que Deus é uma única essência que subsiste em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Ele advertiu quanto a especulações sobre o mistério da essência divina e recusou-se a torcer a Escrituras para sustentar essa doutrina.
        Como no caso de Atanásio, no quarto século, a Trindade era fundamental por ser um testemunho da divindade de Jesus Cristo e, assim, da certeza da salvação realizada por ele. Somente alguém que era verdadeiramente Deus poderia redimir os que estavam totalmente perdidos.
        A fé na trindade é confessada na liturgia do batismo e na doxologia, não para definir plenamente o ser de Deus, mas somente para permanecer em silêncio diante do mistério da sua presença (Agostinho).

4.2. Criação
        A seguir, ainda no Livro I das Institutas, Calvino descreve a atividade de Deus em relação ao mundo na criação e na providência. O mundo criado é o “deslumbrante teatro” da glória de Deus. Depois que as pessoas são iluminadas pelo Espírito Santo e têm o auxílio dos “óculos” das Escrituras, a criação pode fornecer um conhecimento de Deus mais lúcido e edificante (teologia da natureza), fortalecendo a fé dos crentes.
        Deus criou o mundo a partir do nada (ex nihilo). O mundo foi criado para a glória de Deus, mas também para o benefício da humanidade. Os crentes devem contemplar a bondade de Deus em sua criação de tal modo que seus próprios corações sejam despertados para o louvor (Jonathan Edwards).

4.3. Providência
        Calvino reflete acerca do caráter precário e incerto da vida humana sobre a terra. Sua doutrina da providência não reflete um otimismo piedoso, mas resulta de uma avaliação realista das vicissitudes da vida e da ansiedade que elas produzem.
        Ele critica duas concepções errôneas: o fatalismo e o deísmo. A doutrina estóica do destino pressupõe que todos os eventos são governados pela necessidade da natureza. Calvino pondera que, na concepção cristã, o “regente e governador de todas as coisas” não é uma força impessoal, mas o Criador pessoal do universo, que em sua sabedoria decretou desde a eternidade o que iria fazer e agora em seu poder realiza o que decretou.
        Ele também combate a idéia de que Deus fez o mundo no princípio, mas depois o deixou entregue a si mesmo. Como mostram as Escrituras, Deus está contínua e eficazmente envolvido no governo da sua criação. Assim, a providência é uma espécie de continuação do processo criador, tanto nos grandes como nos pequenos eventos.
        Essa ênfase na atividade imediata e direta de Deus no mundo leva Calvino a rejeitar a teoria traducianista da origem da alma, a idéia de que a alma é transmitida de geração a geração pelo processo da procriação humana (Lutero). Calvino cria que, toda vez que uma criança é gerada, Deus cria uma nova alma ex nihilo.
        Apesar de sua interação direta com o mundo, Deus também pode usar causas secundárias para realizar a sua vontade. Ele pode até mesmo usar instrumentos maus (como Satanás e suas hostes), transformando o mal em bem.
        Se Deus decreta cada evento, onde fica a responsabilidade humana? Calvino responde que a providência de Deus não atua de modo a negar ou tornar desnecessário o esforço humano. As próprias ações humanas são um dos meios pelos quais Deus realiza os seus propósitos.
        O governo divino de todos os eventos não torna Deus o autor do pecado? Assim como Lutero, Calvino distingue entre a vontade revelada e a vontade oculta de Deus. Ao enviar Cristo para a cruz, a Bíblia diz que Herodes e Pilatos estavam cumprindo o que Deus havia determinado (Atos 4.27-28). Ao mesmo tempo, eles também estavam violando a vontade expressa de Deus revelada em sua lei.
        Vez após vez Calvino apela ao mistério e incompreensibilidade das ações de Deus. O problema do mal é tão difícil precisamente porque não podemos entender como as tragédias da vida contribuem para a maior glória de Deus.
        A fé verdadeira percebe que, por trás dos sofrimentos, que em si mesmos são maus, existe um Pai de justiça, sabedoria e amor que prometeu nunca abandonar-nos. Nessas questões, não se pode submeter Deus aos padrões humanos de julgamento.

5. O CRISTO QUE SALVA
5.1. A doutrina do pecado
        A partir do Livro II das Institutas, Calvino trata de Deus, o Redentor. Calvino geralmente é visto como o autor de uma concepção totalmente pessimista do ser humano. Todavia, o reformador sempre mostrou profunda apreciação pelas realizações humanas na ciência, literatura, arte e outras áreas, atribuindo-as à graça comum de Deus. A imagem de Deus no ser humano está terrivelmente deformada, mas não inteiramente apagada.
        Todavia, as muitas virtudes e dons da natureza humana nada valem para alcançar a justificação. Para entender plenamente a natureza humana, é preciso olhar para Jesus Cristo, o verdadeiro ser humano.
        Calvino define o pecado original como “uma depravação e corrupção hereditária de nossa natureza, difundida em todas as partes da alma, que primeiramente nos torna sujeitos à ira de Deus e depois também produz em nós aquelas obras que a Escritura chama de ‘obras da carne’” (Inst., 2.1.8).
        Vale destacar dois aspectos: (a) não podemos simplesmente culpar Adão por nossa condição pecaminosa; o pecado de Adão é também o nosso pecado; (b) o pecado original não se limita a uma dimensão da pessoa humana, mas permeia toda a vida e a personalidade.
        Pecado não é somente o ato, mas a inclinação da própria natureza humana em sua condição decaída. Cometemos pecados porque somos pecadores. A essência do pecado de Adão, que se repete em diferentes graus nos seus descendentes, é orgulho, desobediência, incredulidade e ingratidão. Somente a consciência da nossa total pecaminosidade pode preparar-nos para ouvir as boas novas da libertação do pecado através de Jesus Cristo.

5.2. A pessoa de Cristo
        A teologia de Calvino é profundamente cristocêntrica e o tema que domina a sua cristologia não é o conhecimento de Cristo em sua essência, mas em seu papel salvífico como Mediador. A revelação de Deus em Cristo é o supremo exemplo da sua acomodação à capacidade humana. Precisamos de um Mediador tanto por sermos pecadores quanto por sermos criaturas.
        Cristo como Mediador é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (1 Tm 3.16). Ele é o Verbo eterno de Deus gerado do Pai antes de todas as eras, que, em sua encarnação, ocultou a sua divindade sob o “véu” da sua carne.
        Uma formulação peculiar da cristologia de Calvino é o chamado extra Calvinisticum: a noção de que o Filho de Deus tinha uma existência “também fora da carne”. Ver Institutas 2.13.4.

5.3. A obra de Cristo
        Mais importante que conhecer a essência de Cristo é conhecer com que propósito ele foi enviado pelo Pai. Calvino explicou a obra de Cristo em conexão com o seu tríplice ofício de Profeta, Rei e Sacerdote, todos os quais eram ungidos no Antigo Testamento, prefigurando o Messias.
        Como Profeta, ele foi ungido pelo Espírito para ser arauto e testemunha da graça de Deus, fazendo-o através do seu ministério de ensino e pregação. Na qualidade de Rei, Cristo atua como o vice-regente do Pai no governo do mundo; um dia sua vitória e senhorio se manifestarão plenamente. Em seu ofício sacerdotal, ele foi um Mediador puro e imaculado que aplacou a ira de Deus e fez perfeita satisfação pelos pecados humanos.
        Calvino observa que Deus poderia resgatar os seres humanos de outra maneira, mas quis fazê-lo através do seu Filho. Ele dá ênfase não tanto à justiça de Deus, mas à sua ira e amor, ambas ilustradas na obra de Cristo. Não somente a morte de Cristo tem efeito redentor, mas toda a sua vida, ensinos, milagres e sua contínua intercessão nos céus, à destra do Pai. A obra expiatória de Cristo tem também um aspecto subjetivo, pelo qual somos chamados a uma vida de obediência.

6. A VIDA NO ESPÍRITO
        Toda a obra de Calvino pode ser interpretada como um esforço de formular uma espiritualidade autêntica, isto é, uma vida no Espírito, baseada na Palavra de Deus revelada, vivida no contexto da igreja e direcionada para o louvor e a glória de Deus. O Livro 3 das Institutas é um belo tratado sobre a vida cristã no qual Calvino elabora uma grande quantidade de tópicos como a obra do Espírito Santo, fé e regeneração, arrependimento, negação de si mesmo, justificação, santificação, oração, eleição e ressurreição. Três deles merecem destaque especial:

6.1. Fé
        Calvino começa por rejeitar certas noções equivocadas: “fé histórica” (mero assentimento intelectual), “fé implícita” (submissão ao juízo coletivo da igreja), “fé informe” (estágio preliminar da fé). O que é então a fé? “Um conhecimento firme e certo da benevolência de Deus para conosco, fundada na verdade da promessa dada gratuitamente em Cristo, revelada a nossas mentes e selada em nossos corações pelo Espírito Santo” (Institutas 3.2.7).
        Antes de ser uma capacidade inata do ser humano, é um dom sobrenatural do Espírito Santo. É também uma resposta humana genuína pela qual os eleitos ingressam na sua nova vida em Cristo. Entre os efeitos da fé estão a regeneração, o arrependimento e o perdão dos pecados.
        O arrependimento é “a verdadeira conversão de nossa vida a Deus, procedente de um sincero e real temor de Deus, que consiste da mortificação de nossa carne e do velho homem e da vivificação do espírito” (Inst. 3.3.5). É um processo contínuo que deve estender-se por toda a vida.
        Embora possa ser assaltada por dúvidas, a fé verdadeira por fim triunfará sobre todas as dificuldades. Os descrentes podem, quando muito, ter uma “fé temporária”. Já os crentes verdadeiros, ainda que cometam pecados, mesmo pecados graves, são sustentados pelo Espírito e finalmente não irão perder-se.

6.2. Oração
        O mais longo capítulo das Institutas é dedicado à oração, que Calvino chamou “o principal exercício da fé e o meio pelo qual recebemos diariamente os benefícios de Deus”. Porém, se toda a vida cristã, desde o primeiro passo até a perseverança final, é um dom de Deus, por que orar? A resposta é que os fiéis não oram para informar ou convencer Deus de alguma coisa, mas para expressarem sua fé, confiança e dependência dele.
        Calvino propôs quatro regras para a oração: (a) reverência: evitar toda ostentação ou arrogância; (b) contrição: deve proceder de um coração arrependido; (c) humildade: ter em mente a glória de Deus; (d) confiança: firme esperança de que a oração será respondida. Isso se aplica tanto à oração individual quanto às orações coletivas da igreja. A oração é a parte principal do culto a Deus (Is 56.7; Mt 21.13).

6.3. Predestinação
        Calvino usou a palavra “predestinação” pela primeira vez na edição de 1539 das Institutas. A sua doutrina nessa área não tem nada de original: nos pontos essenciais ele não difere de Lutero, Zuínglio ou Bucer, os quais recorreram todos a Agostinho. A inovação de Calvino consistiu no lugar em que colocou a doutrina em seu sistema teológico, não em conexão com a doutrina da providência (Livro I), mas no final do Livro III, que trata da aplicação da obra da redenção.
        Calvino não começou com a predestinação e depois foi para a expiação, regeneração, justificação e outras doutrinas. Ele a introduziu como um problema resultante da pregação do evangelho. Por que, quando o evangelho é proclamado, alguns respondem e outros não? Nessa diversidade, ele afirmou, torna-se manifesta a maravilhosa profundidade do juízo de Deus. Trata-se, pois, de uma preocupação pastoral.
        A doutrina de Calvino sobre a predestinação pode ser resumida em três termos: (a) absoluta: não é condicionada por quaisquer circunstâncias finitas, mas repousa exclusivamente na vontade imutável de Deus; (b) particular: aplica-se a indivíduos e não a grupos de pessoas; Cristo não morreu por todos indiscriminadamente, mas somente pelos eleitos; (c) dupla: Deus em sua misericórdia ordenou alguns indivíduos para a vida eterna e em sua justiça ordenou outros para a condenação eterna.
        Calvino cria que essa doutrina era claramente encontrada nas Escrituras e não queria dizer nada sobre a predestinação que não pudesse ser tomado da Bíblia. Ele também não permitiu que a doutrina fosse usada como desculpa para não proclamar o evangelho a todos. De fato, na história da igreja, alguns dos maiores evangelistas e missionários foram firmes defensores dessa doutrina (George Whitefield, Jonathan Edwards).

7. OS MEIOS EXTERNOS DE GRAÇA
        No Livro IV das Institutas, Calvino trata dos seguintes temas: a igreja verdadeira e seus oficiais, o desvios do romanismo, os sacramentos, o governo civil. Calvino também aborda essas questões nos seus comentários das Epístolas Pastorais.

7.1. Pressupostos
        Calvino, mais que os outros reformadores, preocupou-se com a relação entre a igreja invisível e a igreja como uma instituição que pode ser reconhecida como verdadeira através de certas marcas distintivas. As marcas que constituem a igreja visível são, acima de tudo, a correta pregação da Palavra e a fiel ministração dos sacramentos. Embora não tenha incluído a disciplina eclesiástica entre as marcas da igreja, ele certamente a valorizava.
        A preocupação de Calvino com a ordem e a forma da congregação resultou de sua ênfase na santificação como o processo e o alvo da vida cristã. Em contraste com a ênfase luterana unilateral na justificação, Calvino deu precedência à santificação. O contexto da santificação é a igreja visível, na qual os eleitos participam dos benefícios de Cristo não como indivíduos isolados, mas como membros de um corpo. Assim, a igreja visível torna-se uma “comunidade santa”.
        A eclesiologia de Calvino tem dois pólos em contínua tensão: a eleição divina (igreja invisível) e a congregação local (igreja visível). Por isso, a igreja ao mesmo tempo enfrenta perigos mortais e é preservada por Deus. A igreja visível é um corpo misto composto de trigo e joio; já a igreja invisível compõe-se de todos os eleitos (inclusive anjos, fiéis do Velho Testamento e eleitos que se encontram fora da igreja verdadeira).

7.2. A igreja como mãe e escola
        A igreja é a mãe de todos os crentes porque os leva ao novo nascimento através da Palavra de Deus, bem como os educa e alimenta durante toda a sua vida. Esse caráter maternal da igreja é visto de modo especial na sua ministração dos sacramentos.
        O batismo é o ingresso do crente na igreja e o símbolo de sua união com Cristo. Ele visa confirmar a fé dos eleitos, mas deve ser aplicado a todos os que estão na igreja visível. Quanto à Santa Ceia, Calvino adotou uma posição intermediária entre Lutero e Zuínglio. Embora Cristo esteja nos céus à destra do Pai, a ceia não é mero símbolo, mas um meio de “verdadeira participação” em Cristo (Inst. 4.17.10-11).
        A igreja é também uma escola que instrui seus alunos no caminho da santidade. Essa instrução perdura por toda a vida e também se dirige aos alunos rebeldes, na esperança de que um dia sejam transformados.

7.3. Ordem e ofício
        Calvino encontrou nas Escrituras o quádruplo ofício de pastor, mestre, presbítero e diácono, que é a base da forma de governo incorporada nas Ordenanças Eclesiásticas.
        Ele cria que os ofícios de profeta, apóstolo e evangelista eram temporários e cessaram no final da era apostólica. Dentre os ofícios que permaneceram, o de pastor é o mais honroso e o mais necessário para a ordem e o bem-estar da igreja. Depois da aceitação de doutrinas puras, a nomeação de pastores é a coisa mais importante para a edificação espiritual da igreja.
        Para ser escolhido, o aspirante deve preparar-se e depois ser comissionado publicamente segundo a ordem prescrita pela igreja. Em Genebra, esse processo incluía a companhia de pastores, o conselho municipal e a igreja. A ordenação é um rito solene de instalação no ofício pastoral.
        As funções dos pastores são ensino, pregação, governo e disciplina. Os pastores devem ter um profundo conhecimento das Escrituras para que possam instruir corretamente as suas igrejas. Sua pregação deve revelar conhecimento e habilidade para ensinar. A pregação visa a edificação da igreja e deve ser prática e perspicaz. A função disciplinar do pastor requer que a sua própria conduta esteja acima de qualquer suspeita.

7.4. A igreja e o mundo
        Calvino rejeitou o conceito anabatista de que a igreja devia isolar-se da sociedade e cultura circundantes. A relação entre a igreja e o mundo inclui tanto tensão quanto interação. O seu entendimento do governo de Deus e da soberania de Cristo sobre toda a criação, e não somente sobre a igreja, levou-o a defender a participação na sociedade.
        O governo de Cristo deve manifestar-se idealmente através de governantes piedosos. Os magistrados deviam manter a ordem cívica e a uniformidade religiosa. Todavia, igreja e estado têm esferas separadas e autônomas de atuação. Os cristãos devem obedecer até mesmos os governantes que oprimem a igreja, orando por seu bem-estar, porque foram instituídos por Deus.

Fonte:
George, Timothy. Teologia dos reformadores. São Paulo: Edições Vida Nova, 1994.

Devocional 13-06-15

"Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus." (Apocalipse 3: 1-2)

As pessoas da igreja de Sardes eram ótimos religiosos. Suas atitudes demonstravam um cristianismo perfeito diante dos homens, que julgam pela aparência. Mas Jesus conhece os corações, ele julga o caráter, e sabia que tudo não passava de hipocrisia. E quanto a nós,  temos nos preocupado com aparência ou buscamos viver o evangelho genuíno pautado no amor a Deus e ao próximo?

Que Deus te abençoe!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Devocional 12-06-15

"Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos; e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição. Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das suas obras." (Apocalipse 2:20-22).

Esse texto nos apresenta duas características de Deus: ele é misericordioso e dá a oportunidade de nos arrependermos de nossos pecados; mas  também é justo e não deixará sem castigo aqueles que não querem ouvi-lo. Não podemos brincar com o pecado, a Justiça de Deus não falha.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Devocional 11-06-15

"Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes: Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita." (Apocalipse 2:12-13).

A cidade de Pérgamo era um local de muita idolatria. A adoração pagã era uma das ferramentas do diabo para enganar a igreja de forma sutil e desviar os cristãos, mas eles não negaram a fé, a ponto de Jesus reconhecer isso. E quanto a nossa fé, tem sido digna de algum reconhecimento?

Que Deus te abençoe!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Devocional 10-06-15

"Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dano da segunda morte." (Apocalipse 2:10-11).

Jesus escreve à sua Igreja (nós) afirmando que seremos perseguidos até a morte por causa de seu Nome. O mais interessante é que ele não promete livrar ninguém da morte física,  somente da segunda morte, ou seja, o inferno. Parece loucura ser chamado de vencedor mesmo sofrendo e morrendo, mas é isso mesmo! O evangelho é a loucura mais sábia desse mundo!

Que Deus te abençoe!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Devocional 09-06-15

"Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres." (Apocalipse 2:4-5).

Nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse encontramos as cartas de Jesus às sete igrejas da Ásia. Nenhuma delas existe mais, porém nós somos a igreja, e as verdades ali escritas servem para cada um de nós hoje. Quando Jesus diz: "lembra-te de onde caístes", quer dizer que nós sabemos muito bem quais os nossos erros, sabemos o que temos feito que não é do agrado de Deus. Precisamos reconhecer os nossos pecados e pedir perdão. 

Que Deus te abençoe.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Se livrando das coisas velhas

Essa semana fizemos uma limpeza aqui em casa. Entrei no velho quarto de bagunça e tirei muita coisa! Chamei o rapaz que recolhe reciclados, ele fez duas viagens no seu carrinho e ainda ficou muita coisa para trás. Na sexta-feira, dia do lixeiro, tinha tanta coisa na porta de casa, que parecia que o lixo da rua inteira estava ali. Hoje (segunda-feira) fiz uma limpeza, e por coincidência, ou não, estava passando carro do ferro-velho na minha rua, abri o portão e eles fizeram a festa. Na porta de casa tem muito lixo esperando o caminhão recolher, e olha que ainda tem uma estante cheia de tralhas e um cômodo embaixo da escada para arrumar, mas esse processo é demorado, pois minha mãe faz questão de olhar cada item e separar alguns para continuarem jogados e esquecidos no velho quarto de bagunça. Outro dia ouvi o seguinte: “Mas por que você deu aquela máquina de escrever? Era uma relíquia!” De que adianta ser uma relíquia jogada em um quarto velho? Ao menos ela vai ajudar a colocar um prato de comida na mesa do seu João (catador de reciclados), pois ele vai vendê-la (ou já vendeu) para algum colecionador que não a deixe jogada, ou algum inventor maluco que fará dela uma peça útil. Dá gosto de ver o quartinho arrumado, quase dá para morar nele agora. Aliás, acho que ele nunca foi visto como um lugar habitável, mas é para isso que ele foi feito, para acomodar alguém, e não ajuntar tralhas. Como é difícil nos desprendermos de coisas velhas!!!!


Essa experiência maravilhosa (digo maravilhosa por que adoro fazer esse tipo de limpeza) me fez pensar na vida humana. Quanta tralha emocional nós trazemos em nossa vida, em nossa alma. Quanto ressentimento, amargura, ódio, medo, sentimentos que só nos fazem mal, nos afastam das pessoas, pessoas essas, que muitas vezes nem sabem que sentimos isso por elas, não têm nenhuma mágoa de nós, mas estão longe porque nós as afastamos.

Paulo escreveu em 2Coríntios 5:17: aquele que está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram, e tudo se fez novo. Paulo está tratando da nossa velha natureza humana e pecadora. Aquele que recebe a Jesus como seu Senhor, realmente é nova criatura, pois todo o pecado foi perdoado, e isto não tem nada a ver com o nosso esforço, a salvação é somente pela Graça de Deus. No entanto, nós, que somos Nova Criatura, precisamos viver como tal, e isso é a nossa responsabilidade. A Graça e Soberania de Deus não anula a responsabilidade humana na busca pela santificação. Hebreus 12:14 diz que devemos seguir a paz com todos e a Santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Buscar a santificação significa, entre outras coisas, abandonar os ressentimentos, amargura, ódio, em fim, tudo aquilo que está no quartinho de bagunça da nossa alma, que tentamos ignorar fechando as portas, escondendo para que ninguém veja, mas não conseguimos esconder de nós mesmos, sabemos que está lá.

Ninguém consegue se livrar de um sentimento com a mesma facilidade que temos de entrar em um quarto e jogar algumas tralhas fora, mas, lembre-se de uma coisa: Amor e Perdão é uma questão de decisão! Decida livrar-se desses sentimentos, decida perdoar, esquecer, decida amar. Peça a Deus ajuda para tirar as tralhas sentimentais do seu quartinho de bagunça chamado coração e transformá-lo novamente em um local habitável, repleto de bons sentimentos que realmente valem a pena acumular.  

Que Deus te abençoe!

Cristianismo x Homossexualismo

Na guerra das ideologias, não há inocentes. Cristianismo e Homossexualidade estão se enfrentando numa luta que está para além das questões da cultura e da sexualidade. É a espiral do mal se adensando e construindo, pacientemente, um enfrentamento violento inevitável. De ambos os lados, temos fundamentalistas, as duas proposições não se respeitam, ainda que desejem ser respeitadas, não só por quem as condena, mas por toda a sociedade. Escolheram o pior caminho, a luta aberta que fere crenças e convicções de natureza da consciência coletiva.
( Carlos Moreira)

Devocional 08-06-15

"Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último, e o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do inferno." (Apocalipse 1:17-18).

João caiu como morto diante da visão de Jesus glorificado. Isso me faz pensar na reverência que devemos ter pelo nome e pela pessoa de Jesus. Muitos brincam com esse nome, brincam de ser cristãos. Não param para pensar o quão poderoso ele é. Devemos levar Jesus muito a sério,  temer e tremer diante dele que é o primeiro e o último, aquele que venceu até a morte e tem as chaves do inferno em suas mãos.

Que Deus te abençoe!

domingo, 7 de junho de 2015

As Doutrinas Centrais do Cristianismo

Depois de efetuar uma razoável pesquisa em diversas fontes referenciais (livros, revistas e websites), nos dois últimos anos, cheguei a esta relação do que seria o conjunto das doutrinas centrais do Cristianismo – aquelas que todos os cristãos, independente da denominação ou comunidade que participam, apontam de forma quase unânime, como sendo as doutrinas fundamentais que caracterizam a essência da fé cristã; aquelas que não podem ser alteradas ou negadas, sob pena de descaracterizar o cristianismo bíblico – original.

 Esses ensinos estão aqui resumidos, acompanhados das principais e respectivas passagens bíblicas nas quais se baseiam, com o objetivo de contribuir para tornar claro para aqueles que creem ou estão interessados na fé cristã, quais são as suas crenças principais. Hesitei em postar este artigo porque é difícil convencer-me de que consegui uma redação final para ele. Portanto, este é um artigo “em obras”, que poderá ter seu texto melhorado ao longo do tempo, quer seja pelo autor ou por outros irmãos que o quiserem melhorar. Assim, os que citarem este artigo devem, além de citar a fonte, citar a data, pois ele pode se modificar com o passar das semanas.

I – Existe um Deus – O Criador
Existe um único Deus, criador de todas as coisas, um ser imensamente superior ao ser humano, que, ao mesmo tempo, é constituído de três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, igualmente eternos, igualmente perfeitos, iguais em glória, majestade e poder. (Gen. 1.1; Ex 20.1-3; Isa. 43.10; 44.6,8, 24; João 17:3; 1 Cor. 8:5-6; Gal. 4:8-9; 2 Cor. 13:14; 1 Pe. 1:2; Mt 28:19; Lc 3:21-22). Deus sabe tudo – é onisciente (1 Jo. 3.20). Deus é eterno (Slm. 90.2). Deus é Todo-poderoso – onipotente (Slm. 115.3). Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo – é onipresente (Jer. 23.23-24). Deus é espírito (Jo. 4.24; Lc. 24.39). Deus Pai é o Autor da redenção eterna (Ecl. 11.5, 1 Jo. 5.11).

II – A Bíblia é divinamente inspirada
Os sessenta e seis livros da Bíblia que compõem o Antigo e o Novo Testamento (Escrituras Sagradas) são divinamente inspirados e os seus manuscritos originais não continham erros teológicos. Os homens que escreveram os livros bíblicos foram inspirados por Deus de diversas maneiras. Uns ouviram a voz de Deus que os mandou escrever exatamente o que escreveram. Outros escreveram sobre suas experiências com Deus e os ensinamentos que aprenderam delas. Outros (como Lucas) foram inspirados a realizar uma minuciosa pesquisa histórica e relatar sistematicamente o que levantaram. Outros, como Mateus e João, registraram de memória o que viram e ouviram Jesus fazer e dizer. Alguns (como Paulo) escreveram cartas, originalmente com o propósito de orientar os primeiros cristãos na fé. Em todos os livros (com exceção dos textos ditados diretamente por Deus — como os 10 mandamentos), a inspiração divina não anulou a individualidade dos escritores. Portanto, a mensagem bíblica deve ser interpretada considerando o contexto histórico e cultural do escritor original e em como os receptores do livro compreenderiam a mensagem.

Os livros da Bíblia foram transmitidos através dos séculos de um modo que chegaram até nós com uma grande fidelidade aos originais, principalmente quanto às doutrinas centrais do Cristianismo. As variações que existem nos manuscritos antigos encontrados pelos arqueólogos só afetam ensinos periféricos do Cristianismo (para maior aprofundamento, ver o artigo “A preservação das Escrituras“, neste website).

A Bíblia, por ter sido escrita por homens de Deus, é a autoridade suprema e final em questões de fé e conduta, em questões acerca da pessoa de Deus, da origem de todas as coisas e da vida pós-morte. É o critério referencial (o padrão) pelo qual toda doutrina, pensamento ou procedimento de fé devem ser julgados (2 Tim 3:16-17; 2 Pe 1:20-21; Hb 4:12).

III – Jesus Cristo é Deus e também homem
Jesus, o Cristo, é Deus – O Filho – a segunda pessoa da Trindade Divina – e é também humano (embora hoje não esteja presente corporalmente na terra). Ele é aquele para o qual e por meio do qual todas as coisas foram criadas por Deus (Jo. 1.1-2). Jesus, que já existia desde a eternidade como Deus glorioso, abriu mão de parte de seus privilégios divinos e encarnou como homem com a missão de salvar a humanidade de seus pecados. Nasceu da virgem Maria, concebido pelo Espírito Santo (Mt. 1.18-25; Lc. 1.26-38). Ele jamais pecou (1 Pe. 2.22). Foi crucificado por causa dos nossos pecados, e por isso se tornou o único Mediador entre Deus e os homens e o único caminho para chegarmos ao Pai (1 Tim. 2.5; Jo. 14.6). Foi sepultado e ressuscitou fisicamente ao terceiro dia. Após aparecer a uma grande multidão de discípulos, ascendeu ao Pai onde hoje se encontra, até o dia em que retornará física e pessoalmente para resgatar sua Igreja, julgar a humanidade e reinar sobre as nações. (Fp. 2.5-8, Mt. 11.27; Lc. 10.22; Rm 8:3, Jo. 1:1,14-18, 2:19-21; 10.30-33; 20.28; At. 17:31; 1 Cor 15:1-8; Col 2:9; 1 Ts 4:16-18; Hb 1:1-4, 8; 1 Jo 4:1-4).

IV – O Espírito Santo – sua pessoa e missão
O Espírito Santo é o Ajudante (Gr. Parákletos), prometido pelo Pai e pelo Filho (Jo. 14.16). Ele é uma pessoa e não uma energia. Sua missão é: convencer o ser humano de que é pecador e que merece ser condenado por Deus; produzir o novo nascimento – o batismo espiritual – e a santificação dos arrependidos que receberem Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal; fazer os nascidos de novo conhecerem mais e mais o Senhor Jesus e crescerem espiritualmente; iluminar a mente dos cristãos para compreenderem as Escrituras; distribuir dons espirituais, por meio dos quais o Espírito Santo equipa os santos para a obra do ministério. (Jo. 16.8-10; At 1:4, At 1:8, Rm 5:5, 1 Cor 12:1-14, 1 Cor. 12:27-30, Rom. 12:6-8, Ef; 4:11-12; Gl 5:22-23).

V – A pecaminosidade humana
A raça humana é pecadora. O ser humano foi originalmente criado por Deus à sua imagem e semelhança, para adorar e ter comunhão com o Criador, e exercer domínio sobre a criação. Entretanto, por causa de sua rebelião contra Deus, o Homem se corrompeu e se depravou. A comunhão com Deus foi cortada e o governo deste mundo passou para as mãos de Satanás – um anjo que anteriormente era bom e se rebelou contra Deus, levando, em sua rebelião, um terço dos anjos. Conseqüentemente, toda a Criação foi contaminada pelo pecado, sendo a morte física e espiritual a consequência final. A restauração de sua comunhão com Deus é essencial à humanidade, entretanto o ser humano está incapacitado de conquistá-la por si mesmo, por mais que se esforce (Gn 1:27; 6.5; Slm. 51.5; Isa 64.6-7; Rm 3.10, 23; 5.12).

VI – A Justificação / Salvação pela fé, devida ao sacrifício expiatório de Cristo, por causa da graça de Deus; a realidade do paraíso (céu)
A salvação do gênero humano foi providenciada por Deus unicamente pelo sacrifício vicário de Jesus Cristo. Esta é uma obra exclusiva da graça de Deus e, portanto, o que cabe ao homem é reconhecer-se pecador e incapacitado de agradar a Deus por si mesmo; arrepender-se de seus pecados e ter fé na suficiência do sangue de Jesus para a expiação de seus pecados e para o dom da vida eterna em Cristo. A salvação ou justificação é um dom gratuito dado por Deus, e não depende de obras nem de obediência à nenhuma lei. O paraíso (ou céu) é um lugar real/espiritual, para onde vão os que receberam a Jesus Cristo, para gozar a eternidade com ele (Is. 53.5; Lc. 23.39-43; João 3.16; Rom. 3.28; 4.4-5; 6.23; 10.9-10; Ef. 2.8-9; 2 Cor. 5.14; Tito 3.5; 2 Tim. 1.8-10; 3.15; 1 Pe. 2.24; 1 Jo. 2.2; 5.19).

VII – A realidade do Inferno
Todo aquele que rejeita a Jesus Cristo e sua salvação gratuita já está condenado a ir para o Inferno no final dos tempos. O inferno é um lugar espiritual terrível de tormentos eternos, e os não salvos — aqueles que rejeitaram a salvação de Deus — ficarão lá eternamente (João 3.17-18; Mat. 25.41, 46; Apoc. 19.20; 20.11-15; 21.8).

VIII – O Batismo em Água
O Batismo em água dos novos convertidos deve ser realizado pelos cristãos, para cumprir um mandamento do Senhor. Não é requisito para a salvação, mas é uma expressão visível da fé e um marco tangível da ruptura entre nossa vida passada e nossa nova vida em Cristo. É um testemunho de nossa morte, sepultamento e ressurreição espirituais em Cristo e um ato profético de nossa ressurreição física quando da volta física do Senhor Jesus. É ministrado aos novos convertidos, em obediência ao mandamento do Senhor (Mt 28:19-20, At 2:38).

IX – A Igreja Como Corpo de Cristo na Terra
A igreja é o conjunto de todos os discípulos de Cristo na terra; Jesus Cristo habita espiritualmente no corpo de cada um de seus discípulos, portanto, a igreja é o corpo visível de nosso Senhor Jesus Cristo nesse mundo, enquanto ele não retorna em carne e osso. É a principal agência por meio da qual Ele revela a si mesmo e o Reino dele no mundo. A igreja não é uma instituição religiosa humana nem um edifício ou casa físicos, pois o Senhor Jesus nunca fundou nenhuma organização religiosa e nem habita em edifícios feitos pela mão do homem (Atos 7.48). Jesus deixou apenas o seu Nome para aqueles que nele crerem. Ninguém se torna parte desta Igreja por ministração de sacramento, mas por arrependimento e fé no Nome dele. Além de ser o corpo de Jesus, a igreja é a família de Deus. A missão da igreja é expressar a presença e o amor de Deus ao mundo por meio da pregação do Evangelho, da realização obras de amor e pela demonstração do poder de Deus – evidenciado por uma vida regenerada e pelo exercício dos dons espirituais (Jo. 2:19; 1 Cor. 6:19, 14:26, Ef. 2:19, 4:11-12).

X – A Ceia do Senhor
A Ceia do Senhor, outro ato que deve ser realizado pelos cristãos por mandamento de Jesus Cristo, é uma refeição (originalmente era um jantar) a ser compartilhada pelos discípulos de Jesus Cristo, em sua memória, até o dia de sua segunda vinda física. É uma celebração material-espiritual da igreja com Cristo. É um ato profético do retorno de Jesus, compartilhada pelos filhos de Deus, os quais frequentemente participam da Ceia (Jo 6.48-58, At. 2.42,46, 1 Cor. 10.17, 1 Cor. 11.23-26).

XI – O Retorno do Rei e os últimos dias
O Senhor Jesus Cristo retornará à terra uma segunda vez no final da história, como ser humano e Deus (espiritual e físicamente), descendo das nuvens, exatamente como e onde ele subiu (em Betânia, no sopé do Monte das Oliveiras), porém, dessa vez, virá como grande rei do universo, para subjugar toda a terra ao seu santo domínio. Seu retorno será repentino e visível a todos. Será precedido de um período de grande tribulação (sofrimento) na terra. Naquele dia, os cristãos que já tiverem morrido serão ressuscitados em carne e osso. E os cristãos que estiverem vivos naquele dia terão seus corpos transformados, e todos os nascidos de novo serão reunidos e arrebatados às nuvens, unindo-se para sempre com o Senhor. A partir de então, se iniciará um reino de Cristo na terra que durará mil anos. Depois disso, haverá um julgamento final da humanidade. Os que rejeitaram a salvação de Jesus, juntamente com Satanás e seus anjos (demônios) serão lançados eternamente no inferno. Finalmente haverá novos céus e nova terra para os filhos de Deus (Atos 1.11; 1 Tess. 4.14-17; 2 Pe. 3.7; Apoc. 20.10, 15; 2 Pe. 3.13; Apoc. 21.1).

Por Marcos S. da Rocha
Retirado do site www.doutrinasessenciais.com em 07/06/2015

Devocional 07-06-15

"Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso." (Apocalipse 1:8).

Alfa e Ômega são  a primeira e última letras do alfabeto grego. Jesus é o início e o fim, não há outro, não há intercessor, não há necessidade de nada e nem ninguém para completar a sua obra. Ele é o Todo-Poderoso, e nós não somos nada diante do seu Poder e sua Glória. Mesmo assim, somos a obra-prima da criação. Pecamos contra Deus, e ele morreu para nos perdoar. Como não amar esse Deus tão maravilhoso?

sábado, 6 de junho de 2015

Qual o nosso propósito neste planeta?

"Não viemos s este planeta só para ter uma profissão, casar, ter filhos, pagar as contas e ficar grudados no celular. De jeito nenhum! O propósito divino para a nossa vida é muito maior e mais rico.
Viemos a esse planeta para o exercício do amor divino, para recordarmos de quem somos de fato: seres luminosos, feitos à imagem r semelhança de Deus."
(Jane Mary de Abreu. Seção Tribuna Livre. Jornal A tribuna 06/06/15)

Devocional 06-06-15

"Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo." (Apocalipse 1:3)

Gostaria de destacar três verbos: LER, OUVIR e GUARDAR. Na bíblia encontramos respostas para nossos problemas, alento ao nosso coração, em fim, através dela podemos ser bem-aventurados, ou seja, felizes. Mas para isso, não basta apenas ler ou ouvir dela, é preciso guardá-la, ou seja, tomar como verdade, nossa única regra de fé e prática, o  manual de vida diante de qualquer situação.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O cristianismo se afastou de Cristo.

"Quanto o cristianismo se afastou de Cristo! Como somos diferentes dos cristãos do primeiro século! Será que a nossa indiferença é resultado da ausência de perseguição religiosa? Ou, será que o mundo tomou conte de nós a ponto de Jesus Cristo se afastar de nossa vida?"  (Gioia Júnior - As Estátuas de Sal).

Um livro de 1956, mas parece que foi escrito essa semana!!!

Devocional 05-06-15

"Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos, ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém." (Judas 1:24-25).

Que verdade maravilhosa! Só ele é capaz de nos salvar e purificar de TODOS os nossos pecados. Não há intercessor, não há atalho, não há necessidade de nada para completar a obra de Cristo. Ele é o ÚNICO merecedor de toda Honra, Glória, Majestade e Soberania.

Só a Deus a Glória!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Devocional 04-06-15

"Ai deles! porque foram pelo caminho de Caim, e por amor do lucro se atiraram ao erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Coré. Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se junto sem qualquer recato, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas furiosas do mar, espumando as suas próprias torpezas, estrelas errantes, para as quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas." (Judas 1:11-13).

A bíblia nos dá exemplos de homens que foram maus e fizeram suas escolhas ignorando ao Senhor. Todos eles já estão condenados à morte eterna. Que isso sirva de exemplo na hora de fazermos as nossas escolhas.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Devocional 03-06-15

"Pois certos homens se introduziram com dissimulação, os quais   desde muito já estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo." (Judas 1:4).

A bíblia sempre nos alerta sobre aqueles que anunciam um falso evangelho. Devemos buscar a Deus, ler a Bíblia e conhecer as verdadeiras doutrinas de Jesus, pois toda essa mentira parece Evangelho e engana aqueles que não conhecem a verdade. Precisamos conhecer e praticar a verdade!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Devocional 02-06-15

"Amado, não imites o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal jamais viu a Deus." (3João 1:11).

O mundo nos oferece muitas coisas que aparentam ser boas e prazerosas, mas na verdade são más e nos levam à morte, separação de Deus, enquanto Jesus oferece a vida eterna, uma alegria sem fim, incomparável e inexplicável. Mesmo assim, é incrível a nossa tendência a fazer escolhas erradas e imitar o que é mal. Lembre-se que o diabo tenta nos enganar com suas ofertas tentadoras, mas nós é quem fazemos a escolha, e somos responsáveis por ela.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Devocional 01-06-15

"Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade." (3João 1:2-4)

Devemos fugir da teologia da prosperidade, pois ela não é bíblica. No entanto, podemos sim desejar prosperidade, e acredito que Deus queira isso para nós, porém  isso não significa exatamente ter sucesso financeiro, andar de carro zero, ter casa própria... como andam pregando por aí. A verdadeira prosperidade é consequência de uma alma próspera, ou seja, que ama a Deus e anda na verdade e pratica a sua justiça.